1408 – Stephen King

 Até então, nunca tinha tido a oportunidade de ler Stephen King, sempre tive vontade, pois assisti vários filmes baseados em seus livros e contos que adorei, então imaginava como de costume, que os livros fossem melhores ainda. Pois bem, recentemente tive a oportunidade de ter em mãos “Tudo é eventual”, uma coletânea de 14 contos de Stephen King e decidi ler esse conto 1408, do qual eu já tinha ouvido falar e inclusive tem um filme também com o John Cusack. Mike Enslin é um cético escritor de histórias mal assombradas e de fantasmas e pesquisando por algo especial para o seu novo livro, ele decide se hospedar no quarto 1408 do hotel Dolphin, famoso por ter ocorrido uma série de suicídios ali e nenhum hóspede ter saído com vida. Porém quando ele chega ao hotel, o gerente Olin, passa longas horas, tentando convencer Mike a não ficar naquele quarto e o alertando sobre algo sobrenatural e inexplicável que existe lá, confesso que essa parte é um pouquinho cansativa, mas a escrita de King é tão envolvente que isso não me desanimou a querer saber o que viria adiante. Mike ignora os avisos de Olin e acha tudo uma grande coincidência e por seu ceticismo falar mais alto, ele se hospeda no quarto 1408. Realmente coisas bem estranhas começam a acontecer, mas tudo o que se passa daqui pra frente é pura pressão psicológica, pois é você quem vai decidir se tudo o que acontece no quarto 1408, acontece de fato ou é fruto da imaginação de Mike. A resenha vai ser curtinha mesmo, para não ter spoiler, mas gostaria de deixar registrado aqui, que adorei ler esse conto de Stephen King, tanto que já comprei outro livro que há tempos procuro “As quatro estações”.

Por sinal, para quem gosta de Stephen King a Amazon está com uma ótima promoção dos livros dele, tem livros por menos de R$20,00 e frete super barato. Não sei até quando.. Aproveitem.

 

Um grande beijo e até a próxima…

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Conta Comigo / Stand By Me

Nenhum outro filme me remete à infância de forma tão nostálgica como esse, “conta comigo”, foi baseado em um conto de Stephen King, chamado ” o outono da Inocência”, texto esse que ainda não tive a sorte de encontrar para ler. Dirigido por Rob Reiner, o filme é de 1986 (antiguinho). Quantas vezes me sentei no sofá de casa para gritar junto com meu irmão “bola de sebo, bola de sebo, bola de sebo” (quem assistiu vai me entender), e desfrutar dessa bela sessão da tarde… Bons tempos, doces lembranças!
A história tem início a partir das lembranças do agora escritor Gordie Lachance (Wil Wheaton), da sua infância e de seus três inseparáveis amigos, Tedd Duchamp (Corey Feldman), Chris Chambers (River Phoenix) e Vern Tessio (Jerry O’ Connell).

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Os quatro se reúnem devido ao desaparecimento de um garoto que eles suspeitam onde possa estar o cadáver, então resolvem partir rumo à essa aventura. Tudo se passa em Castle Rock no Oregon em 1959, época em que os garotos tinham entre 12 e 13 anos. Cada um deles tem suas características pessoais e todos vivem algum contratempo em casa com suas famílias, Gordie por exemplo, vive com os pais que nunca superaram a morte de seu irmão e se comportam como se não tivessem outro filho, Teddy vive constrangido com o seu pai lunático, já Chris que é visto como um delinqüente na cidade, é justamente o mediador de conflitos do grupo.
Durante todo o percurso e o tempo que passam juntos, muitas coisas acontecem e a maneira como eles lidarão com esses acontecimentos, é que marcará suas vidas para sempre. Eles estreitam muito seus laços de amizade, amadurecem e passam pela primeira vez a enxergar as coisas ao redor deles unicamente com seus próprios olhos, eles conversam sobre seus problemas familiares, ficam a vontade como nunca antes, para dizerem uns aos outros como se sentem e como aquilo os afeta. Eles se ajudam e se apoiam num comportamento típico dos verdadeiros amigos e é interessante notar como diferentemente dos tempos atuais, não é preciso grandes gestos ou demonstrações para que cada um compreenda como é recíproco o afeto que os une. A essa altura, é claro que o motivo pelo qual se reuniram, encontrar o cadáver do garoto desaparecido, já ficou para segundo plano, mas um acontecimento em especial fará com que nunca se esqueçam desse encontro. Tudo, ao som de uma das mais belas melodias “Stand By me” (Ben E. King). “Conta Comigo” é bonito, sutil, muitas vezes engraçado e com certeza vai te fazer voltar no tempo e sentir saudades das suas aventuras com seus amigos de infância, mesmo que no meu caso, você cresça e perceba que tinha um ou outro que não eram tão amigos como você pensava, mas os que valem a pena, ahh esses sim, ficam para sempre.

http://vacanerd.com.br/37-fatos-e-curiosidades-sobre-o-filme-conta-comigo/