Mais forte que o mundo – A história de José Aldo

Não posso me considerar propriamente uma fã de UFC, nem tão pouco conhecedora de regras, golpes e etc… Porém o filme tem a direção de Afonso Poyart, diretor de filmes conceituados (Presságios de um crime e 2 coelhos), além de não se tratar de uma história sobre a luta e sim sobre o lutador. E embora o filme tenha estreado meses após José Aldo sofrer uma derrota por nocaute contra Conor Mcgregor no ano passado, isso em nada compromete a sua história.

Muito bem interpretado por José Loreto, José Aldo foi criado na periferia de Manaus, influenciado pela violência local, seu comportamento sempre fora explosivo e ainda tinha que lidar com a sua desajustada família. Seu pai, Seu José (Jackson Antunes) era alcoólatra e além de estar sempre bêbado, ainda batia na sua mãe Rosilene (Claudia Ohana), que se comportava de forma omissa. Por conta disso José Aldo tinha uma péssima relação com seu pai e tinha dificuldades de lidar com aquele que ao mesmo tempo era seu herói e seu maior vilão. Então ele vê na luta a ponte para a sua liberdade, a fuga daqueles problemas rotineiros e acreditando em seu potencial como lutador, ele se muda para o Rio de Janeiro e vai morar num quartinho de academia com seu amigo Marcos Loro (Rafinha Bastos). José Aldo faz de tudo um pouco para se manter, até conseguir a confiança do treinador Dedé Perdeneiras (Milhem Cortaz), que resolve treiná-lo, depois que Aldo se envolve numa briga na lanchonete em que trabalhava. Na academia ele também conhece Vivi (Cleo Pires), com quem vive um romance e acaba casando. Vivi tem grande responsabilidade na trajetória e no sucesso de José Aldo.

Gosto muito das cenas em câmera lenta que evidenciam os movimentos dos treinos e das lutas, efeito já visto em outros filmes, mas que casou bem aqui.

Voltando, desde que começou a treinar, José Aldo nunca decepciona, pelo contrário, sempre surpreende o treinador com seu potencial, sua vontade e eu diria até necessidade de vencer na vida e provar a si mesmo que se tornou um homem diferente de seu pai o faz subir degrau por degrau até o topo.

Acredito que o sucesso não só do filme, mas do atleta se deve principalmente ao fato de que Aldo é gente como a gente, é do povo, e nunca renegou suas origens. Apesar de tudo que o envolve, conseguimos perceber desde o começo sua essência boa, o homem de verdade por trás do mito. José Aldo é o cara! O filme é forte, objetivo, coeso. Gostei!

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