Rita Lee uma autobiografia

 

Para fãs de música e da cantora, como eu, este livro é um presente, leitura fácil, agradável e que desenrola com naturalidade, parece mais que sentamos à mesa para um café da tarde com a Rita e ela nos surpeende com suas histórias.

Rita Lee começa seu relato desde a infância, passando pelo casarão onde moravam, o relacionamento com os pais e as irmãs até os dias atuais e não poupa nada nem ninguém, tão pouco a si mesma.

Crescemos com ela, passamos pela deliciosas décadas de 60 e 70, seu ingresso no “show business” e tudo o que rolava dentro e fora dos bastidores, desde de o uso de drogas, sua amizade com Elis Regina, a relação com outros artistas, a conturbada fase do nos Mutantes, Tuti Frutti, a parceria com Roberto de Carvalho e seu amor pelos bichos que se faz presente em todos os momentos.

Em alguns trechos contamos com a ajuda de um fantasminha “Phantom” que acrescenta alguns detalhes as histórias, que a memória falha de Rita, como ela mesma define, acaba deixando de lado.

Já li críticas a respeito do livro, chamando Rita de rancorosa pela forma pouco amistosa que ela fala dos Mutantes reconhecido internacionalmente e dos irmãos Claudio, Sergio e Arnaldo Baptista, este conhecido por muitos por sua “genialidade”.

Eu sinceramente, não consegui enxergar dessa forma, acredito apenas que ela tenha contado um lado dos acontecimentos desconhecido do público. Sabe aquela história, nunca deseje conhecer seu ídolo pessoalmente!? Pode até ser que ainda existam mágoas sim, mas não creio que isso possa afetar de alguma maneira a opinião de quem é fã dos mutantes e do Arnaldo Baptista, acho que a intenção era só dizer, olha, aquelas notícias que você leu nas revistas, nos jornais e em alguns livros por mais que te agradem, não era bem assim… Enfim, desavenças a parte, ela nos conta muitas histórias incríveis sobre os bastidores da música. Em muitos momentos a gente deseja ter vivido naquela época e de certa forma vivemos, porque é essa a sensação que o livro nos causa. Rita nos fala de absolutamente tudo até seu problema com o álcool, são histórias engraçadas, tristes e felizes que nos fazem entender um pouco o porque dela ser considerada a maior roqueira do país.

Bem, minha impressão final do livro, é que Rita nos conta a história de sua vida sem papas na língua, mas de forma consciente e feliz, acho suas conclusões ao final do livro fantásticas, dignas de uma grande mulher e compreendi porque tão rápido ele se tornou um best seller. Eu seria capaz tranquilamente de ouvir suas histórias por mais uns 3 livros, rsrs…

Deixo aqui para vocês um frase do livro que acho genial (isso não é spoiler), é só para ficarem com um gostinho de quero mais.

“Se um belo dia você me encontrar pelo caminho, não me venha cobrar que eu seja o que você imagina que eu deveria continuar sendo. Se o passado me crucifica, o futuro já me dará beijinhos.”

Não se preocupem, esse não é o final, ok!? Leiam, vale a pena!

Bjs e até a próxima…

rita lee 3

 

 

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Livre

Primeiramente, resolvi assistir esse filme, apesar de algumas críticas que li por aí, porque adoro filmes que falam de viagens, trilhas e etc… A atriz (Reese Witherspoon) é uma de minhas preferidas, além de ser também produtora do filme, o roteiro foi adaptado por Nick Hornby e é autobiográfico, Cheryl Strayed “a jornada de uma mulher em busca do recomeço”. Logo no começo, podemos admirar a bela fotografia, “livre” evidencia bastante a natureza.
Cheryl Strayed nunca teve uma vida fácil, seu pai era alcoólatra, batia em sua mãe(Bobbi), viviam sempre com dificuldades financeiras e ela se virava trabalhando de garçonete e estudando. Apesar disso, sua mãe transbordava amor, fazia tudo que podia para proteger Cheryl e seu irmão, e estava sempre feliz e cantando. Mas embora ela amasse sua mãe, não compreendia e de certa forma desaprovava o seu bom humor, não se conformava com a vida medíocre que levavam e a mãe ainda se punha a sorrir e cantar…
Um belo dia, Cheryl descobre que sua mãe está com câncer e em pouco tempo, Bobbi morre, e é a partir daí que ela se perde, sem saber lidar com a dor que sente, ela começa se drogar, trai seu marido Paul com vários homens e chega ao fundo do poço. Ao mesmo tempo que sente vergonha de suas atitudes e sabe que Bobbi não as aprovaria, Cheryl não consegue parar. Somente quando seu marido pede o divórcio, é que ela cansada de si mesma, resolve dar um basta e sai rumo a trilha da PCT (Pacific Crest Trail), mais de 1770 Km pela costa oeste dos Estados Unidos, sozinha, apenas com um mochilão nas costas, ela parte em uma viagem em busca de si mesma. Ao longo do caminho, vamos acompanhando todas as dificuldades da viagem, seus medos e suas descobertas. Corajosa e determinada Sheryl nunca tinha se quer feito uma trilha, mas segue em frente e passa a ficar conhecida entre os demais trilheiros que encontra no caminho por ser a única mulher fazendo a trilha. Passado quase 4 meses, sozinha, sem nenhuma companhia, Sheryl vai assimilando melhor tudo que aconteceu na sua vida, se redescobrindo como pessoa e percebendo o tipo de vida que quer levar dali para frente, e mais que isso, as vezes precisamos passar por um momento tão difícl e complicado para só assim, compreender a dimensão do amor que sentimos por alguém e o espaço que ele ocupa na nossa vida. O mesmo amor que a empurra para baixo, é o que a salva.
Um filme cheio de beleza, aventuras, revelações e de fácil identificação, afinal quem nunca em algum momento da vida, sentiu vontade de largar tudo e cair no mundo!? E foi com essa sensação que terminei o filme, vontade de viajar pelo mundo ou no mínimo fazer uma trilha bem legal.

“Mas a gente nunca está preparado para aquilo que espera”!