A viagem

O filme é bem antiguinho, mas como acredito que bons filmes e livros não tem idade, aqui está um que vale muito a pena. A viagem traz a história de duas grandes amigas, Alice Marano (Claire Danes) e Darlene Davis (Kate Beckinsale), Alice sempre foi a mais maluquinha enquanto Darlene já era mais recatada, gosto muito dessas duas atrizes e acho que funcionaram tão bem juntas que tenho dificuldade de imaginar outras atrizes nesses papéis, mas voltando ao filme, ambas moram em Ohio e decidem fazer uma viagem ao Havaí, mas por acharem o lugar muito romântico, trocaram pela Tailândia, pois pretendiam comemorar a conclusão do colegial e porque em breve se separariam pela primeira vez por conta da faculdade. Essa seria a viagem dos sonhos, jovens, bonitas, felizes, cheias de planos, tudo o que queriam era se divertir e ter momentos para se lembrarem para sempre. Chegando em Bangkok, ficam em um hotel bem simples, cheio de baratas e como o calor é muito intenso, tentam se passar por hóspedes de um hotel de luxo para poderem usar a piscina, no entanto quando iam ser pegas em flagrante por um funcionário, eis que surge Nick Parks (Daniel Lapaine), que as tira da enrascada e se torna amigo delas, agora tinham mais um companheiro de viagem. Alice acaba se interessando por ele, porém ele se envolve com Darlene. Um belo dia, Nick convida as duas para passarem um final de semana em Hong Kong e diz que não precisariam se preocupar com despesas adicionais, pois ele trocou sua passagem de primeira classe por três na classe econômica. Quando estão prestes a embarcar, elas são presas no aeroporto e na mala de Alice tem cocaína. Sem entender nada, elas são detidas como traficantes. Sem conhecer nada nem ninguém naquele lugar, conseguem um advogado oriental que não confia nelas e elas acabam pegando trinta e três anos de cadeia. Um passeio que era apenas para ser uma comemoração por uma nova fase da vida que se iniciava, se tornou o pior pesadelo de suas vidas. A partir daí muitas coisas irão acontecer e muitas dúvidas também são lançadas aos telespectadores. Um bom enredo do início ao fim, com passagens divertidas, chocantes, emocionantes e um “grand finale”. Muitos dirão que esse já é um enredo batido e conhecido do telespectador, à mim me cativou completamente, cabe à você decidir!

Infelizmente não consegui nenhum trailer dublado ou legendado!

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Antologia Poética / Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes, o poetinha como ficou conhecido, nasceu em 19 de outubro de 1913 no Rio de Janeiro e viveu até 9 de julho de 1980 (muito pouco). Vindo de uma família de artistas, entre suas várias funções, Vinicius foi um boêmio por natureza, grande poeta e compositor brasileiro, tendo passado pela literatura, música , teatro e cinema. Na música, ele teve vários parceiros como Baden Powell, Adoniran Barbosa, Tom Jobim, Toquinho, Chico Buarque entre outros, e fez lindas canções como por exemplo “minha namorada”, “samba da benção” e tantas mais. Acho que existe muito da poesia nas músicas de Vinicius e embora insistissem em dividir seu trabalho, ele nunca concordou com isso, dizendo que para ele era tudo igual, música, poesia e etc… Sua poesia é dividida em várias fases que caracterizam sua obra. É claro que para entender Vinicius ao pé da letra é necessário tempo e dedicação, sobretudo hoje no nosso mundo digital, é difícil as pessoas pararem para ler um poema, no entanto eu diria que a poesia tem muito à acrescentar na nossa vida e se você nunca leu Vinicius de Moraes, não sabe o que está perdendo.

Antes de mais nada, encontrei essa definição de antologia na internet e achei linda, “antologia significa etmologicamente falando coletânea de flores, o termo remete a ideia de escolha, coleção.” E para mim esse livro de Vinicius é exatamente isso, uma “coletânea de flores.” Ele divide a antologia em três partes, a primeira é mística e religiosa, a segunda é uma fase de transição e a terceira de tendência esquerdista, onde tem temas como a valorização do trabalho, preconceito de classes e etc… Esta é a que ele vê como definitiva. Não consigo escolher uma como a minha preferida, pois todas são lindas e em todas ele tem muito a nos dizer. A intenção aqui não é fazer uma crítica literária a obra dele, pois acho que acima disso, Vinicius tem que ser sentido, apreciado como um bom vinho.

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Existe entre mim e ele, uma mágica que não sei bem explicar, por diversas vezes, peguei algum poema desconhecido nas mãos, que ao ler, me fez explodir de satisfação e encantada com tamanha beleza, quando ia ler o nome do autor, lá estava ele Vinicius de Moraes. Hoje, antes mesmo de ler o nome do autor, já sei que quando um poema faz isso comigo, quem assina embaixo é ele.

Para mim Vinicius é um dos maiores poetas de todos os tempos e sua obra vai se perpetuar como tem acontecido até agora. Abaixo encontramos alguns trechos de poemas desse livro, que eu acho que transcendem bem a beleza de seu trabalho.

“De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. ”

 Soneto de separação

“Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”

 Soneto de fidelidade

“Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante. ”

 Soneto de amor total

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

A rosa de Hiroxima

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia…
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

O operário em construção

Livro Editora José Olympio

 

Conta Comigo / Stand By Me

Nenhum outro filme me remete à infância de forma tão nostálgica como esse, “conta comigo”, foi baseado em um conto de Stephen King, chamado ” o outono da Inocência”, texto esse que ainda não tive a sorte de encontrar para ler. Dirigido por Rob Reiner, o filme é de 1986 (antiguinho). Quantas vezes me sentei no sofá de casa para gritar junto com meu irmão “bola de sebo, bola de sebo, bola de sebo” (quem assistiu vai me entender), e desfrutar dessa bela sessão da tarde… Bons tempos, doces lembranças!
A história tem início a partir das lembranças do agora escritor Gordie Lachance (Wil Wheaton), da sua infância e de seus três inseparáveis amigos, Tedd Duchamp (Corey Feldman), Chris Chambers (River Phoenix) e Vern Tessio (Jerry O’ Connell).

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Os quatro se reúnem devido ao desaparecimento de um garoto que eles suspeitam onde possa estar o cadáver, então resolvem partir rumo à essa aventura. Tudo se passa em Castle Rock no Oregon em 1959, época em que os garotos tinham entre 12 e 13 anos. Cada um deles tem suas características pessoais e todos vivem algum contratempo em casa com suas famílias, Gordie por exemplo, vive com os pais que nunca superaram a morte de seu irmão e se comportam como se não tivessem outro filho, Teddy vive constrangido com o seu pai lunático, já Chris que é visto como um delinqüente na cidade, é justamente o mediador de conflitos do grupo.
Durante todo o percurso e o tempo que passam juntos, muitas coisas acontecem e a maneira como eles lidarão com esses acontecimentos, é que marcará suas vidas para sempre. Eles estreitam muito seus laços de amizade, amadurecem e passam pela primeira vez a enxergar as coisas ao redor deles unicamente com seus próprios olhos, eles conversam sobre seus problemas familiares, ficam a vontade como nunca antes, para dizerem uns aos outros como se sentem e como aquilo os afeta. Eles se ajudam e se apoiam num comportamento típico dos verdadeiros amigos e é interessante notar como diferentemente dos tempos atuais, não é preciso grandes gestos ou demonstrações para que cada um compreenda como é recíproco o afeto que os une. A essa altura, é claro que o motivo pelo qual se reuniram, encontrar o cadáver do garoto desaparecido, já ficou para segundo plano, mas um acontecimento em especial fará com que nunca se esqueçam desse encontro. Tudo, ao som de uma das mais belas melodias “Stand By me” (Ben E. King). “Conta Comigo” é bonito, sutil, muitas vezes engraçado e com certeza vai te fazer voltar no tempo e sentir saudades das suas aventuras com seus amigos de infância, mesmo que no meu caso, você cresça e perceba que tinha um ou outro que não eram tão amigos como você pensava, mas os que valem a pena, ahh esses sim, ficam para sempre.

http://vacanerd.com.br/37-fatos-e-curiosidades-sobre-o-filme-conta-comigo/

As irmãs Harker/ Mina Ford

Mina Ford é uma escritora não muito conhecida, me parece que é inglesa, já tentei pesquisar na Internet sobre ela, mas para minha surpresa, nada encontrei.

Aqui no Brasil, só encontrei 2 livros traduzidos, “O casamento de mentirinha de Katie Simpson” e “As irmãs Harker”. O que sei dela, são as informações que constam no livro, estudou letras e passou um ano na França, antes de trabalhar para uma empresa de mídia em Londres. Depois foi para a relativa tranqüilidade de Bath na Inglaterra, onde escreveu seu primeiro romance.

Este livro, “As irmãs Harker”, me surpreendeu, já li faz bastante tempo, então peço desculpas se algum fato não tiver descrito exatamente como no livro. Não sei porque alguns livros pouco interessantes fazem tanto sucesso, enquanto outros tão bons não fazem, é o caso desse livro, ele tem 414 páginas que a gente não vê passar.

Hermione e Harriet são irmãs gêmeas idênticas, mas opostas na personalidade, Hermione sempre foi a mais popular,a mais sensual, a mais charmosa, enquanto Harriet era mais tímida, mais na dela, apesar disso sempre foram muito unidas. No entanto, uma noite seus pais saem para jantar fora e elas resolvem fazer uma festinha de aniversário em casa. No decorrer da festa, Harriet sai procurando seu namorado Will pela festa, para apresentá-lo a sua irmã que tinha chegado de viagem, quando o encontra, eis a surpresa, ele e Hermione estavam se beijando.Os dois já se conheciam. As irmãs brigam, Harriet fica muito brava com Hermione e o namorado e como se não bastasse ainda chega a polícia para avisar-lhes que seus pais sofreram um acidente de carro fatal. No momento em que elas mais precisam uma da outra, elas estão brigadas, Harriet fica na cidade inglesa de Bath e Hermione vai para o Canadá, as duas ficam 15 anos sem se falar e sem saber uma da outra, nem um telefonema.

Nesse tempo Mina Ford dedica um capítulo a nos contar sobre Harriet e outro sobre Hermione e assim sucessivamente.

Harriet acabou de se separar e já está de olho em Jesse, seu vizinho bonitão e cheio de charme, Hermione acaba de saber que está grávida, porém o pai de seu filho é casado! Assim segue a vida das duas, cheias de conflitos e desencontros até que alguns acontecimentos e alguns amigos resolvem reaproximá-las… Quer saber o que acontece daqui para frente? Leia “as irmãs Harker”. Um livro que fala sobre família, amizade e amor, com personagens envolventes e engraçados, você vai ver essas 414 páginas voarem na sua frente!

Editora Record

Tomates verdes fritos

Muitas pessoas não assistiram esse filme por acharem que o nome lembrava mais um  daqueles “besteirois americanos”.
Ledo engano, Tomates verdes fritos é uma história sobre amizade entre duas jovens Idge e Ruth e de como essa história muda a vida de Evelyn uma dona de casa reprimida, que geralmente afoga suas mágoas comendo doces.
Idge e Ruth tem um café e fazem uma iguaria de grande sucesso na região: tomates verdes fritos, daí o nome do filme. Mas o tema central é mesmo a amizade e de como esse sentimento puro e desinteressado pode fazer bem às nossas vidas e até salvá-las.
Emocionante, o filme tem grandes surpresas e um final também surpreendente, vale muito a pena.

Lembrei agora de algo que ouvi certa vez e casa bem aqui.

“Os amigos é a forma que Deus encontrou de se desculpar pela família da gente”.

Infelizmente não encontrei nenhum trailer dublado ou legendado…