O jogo do dinheiro

 

Quando li que, “o jogo do dinheiro (Money Monster -2016)” é um suspense que me deixaria sem respirar e ainda com a direção da atriz e diretora Jodie Foster, de quem sou grande fã, não tive dúvidas, fui assistir.

Lee Gates (George Clooney) é um apresentador do programa de tv Money Monster, daqueles dispostos a qualquer coisa pela audiência, é uma espécie de “guru” que dá dicas sobre o mercado financeiro, fazendo as pessoas do outro lado da tela investirem suas economias, na certeza de que irão se dar bem (programas bem comuns nos EUA), mas é claro que não é bem assim.

Patty Fenn (Julia Roberts) é produtora do programa e atua como uma espécie de braço direito de Lee, por trás das câmeras, ajudando nas negociações. Um dia estão gravando o programa quando um desconhecido Kyle (Jack O’connell) armado invade o estúdio, obrigando Lee a vestir um colete cheio de explosivos e exigindo que a transmissão do programa continue ao vivo. Na realidade seu alvo é Walt Camby (Dominic West) um empresário milionário, que acaba de perder 800 milhões de dólares dos “investidores”, em função de uma duvidosa pane nos computadores de sua empresa. A medida que o programa se desenrola, a audiência aumenta e a população vai acompanhando tudo pela tv e entendendo o que ocorre realmente nesses programas, vamos entendendo qual é a real jogada por trás das câmeras, numa crítica de certa forma bem humorada a superficialidade da nossa sociedade. Lee Gates acaba se solidariezando e compreendendo o drama de Kyle, nos levando assim a desatar os nós da trama.

Clooney e Julia Roberts desempenham bem seus papéis, embora seus personagens sejam pouco cativantes, no começo precisamos de um certo empurrão para manter vivo o interesse na história, mas tem um bom tema, abordado de maneira direta e é bem dirigido, no entanto, senti falta de algo mais na história, mais empolgante, mais sedutor, mais… O filme acaba e ficamos com a sensação que terminou antes do fim.

 

 

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As irmãs Harker/ Mina Ford

Mina Ford é uma escritora não muito conhecida, me parece que é inglesa, já tentei pesquisar na Internet sobre ela, mas para minha surpresa, nada encontrei.

Aqui no Brasil, só encontrei 2 livros traduzidos, “O casamento de mentirinha de Katie Simpson” e “As irmãs Harker”. O que sei dela, são as informações que constam no livro, estudou letras e passou um ano na França, antes de trabalhar para uma empresa de mídia em Londres. Depois foi para a relativa tranqüilidade de Bath na Inglaterra, onde escreveu seu primeiro romance.

Este livro, “As irmãs Harker”, me surpreendeu, já li faz bastante tempo, então peço desculpas se algum fato não tiver descrito exatamente como no livro. Não sei porque alguns livros pouco interessantes fazem tanto sucesso, enquanto outros tão bons não fazem, é o caso desse livro, ele tem 414 páginas que a gente não vê passar.

Hermione e Harriet são irmãs gêmeas idênticas, mas opostas na personalidade, Hermione sempre foi a mais popular,a mais sensual, a mais charmosa, enquanto Harriet era mais tímida, mais na dela, apesar disso sempre foram muito unidas. No entanto, uma noite seus pais saem para jantar fora e elas resolvem fazer uma festinha de aniversário em casa. No decorrer da festa, Harriet sai procurando seu namorado Will pela festa, para apresentá-lo a sua irmã que tinha chegado de viagem, quando o encontra, eis a surpresa, ele e Hermione estavam se beijando.Os dois já se conheciam. As irmãs brigam, Harriet fica muito brava com Hermione e o namorado e como se não bastasse ainda chega a polícia para avisar-lhes que seus pais sofreram um acidente de carro fatal. No momento em que elas mais precisam uma da outra, elas estão brigadas, Harriet fica na cidade inglesa de Bath e Hermione vai para o Canadá, as duas ficam 15 anos sem se falar e sem saber uma da outra, nem um telefonema.

Nesse tempo Mina Ford dedica um capítulo a nos contar sobre Harriet e outro sobre Hermione e assim sucessivamente.

Harriet acabou de se separar e já está de olho em Jesse, seu vizinho bonitão e cheio de charme, Hermione acaba de saber que está grávida, porém o pai de seu filho é casado! Assim segue a vida das duas, cheias de conflitos e desencontros até que alguns acontecimentos e alguns amigos resolvem reaproximá-las… Quer saber o que acontece daqui para frente? Leia “as irmãs Harker”. Um livro que fala sobre família, amizade e amor, com personagens envolventes e engraçados, você vai ver essas 414 páginas voarem na sua frente!

Editora Record

24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Fala Pessoal! Passando só para deixar um lembrete sobre a Bienal Internacional do Livro  que acontece em São Paulo, agora do dia 26/08 à 04/09. Ingressos de R$ 20,00 à R$ 25,00 (descontos nas compras acima de três) e descontos para estudantes. A galera louca por livros, deve estar ansiosa e não é pra menos, muitas coisas legais nos esperam por lá… Este ano, teremos a presença de autores como Leandro Karnal, Mário Sérgio Cortella, Mauricio de Sousa, Lucinda Riley, Marian Keyes, Thalita Rebouças e muitos outros, na área de gastronomia Chefs como André Boccato, Ana Luiza Trajano, palestras com o querido Erick Jacquin e youtubers, Jou Jou, Kéfera, Maju Trindade, entre outros. Com tanta gente legal, não dá pra perder né!???

Aqui você terá todas as informações sobre a bienal:

http://www.bienaldolivrosp.com.br/

Livre

Primeiramente, resolvi assistir esse filme, apesar de algumas críticas que li por aí, porque adoro filmes que falam de viagens, trilhas e etc… A atriz (Reese Witherspoon) é uma de minhas preferidas, além de ser também produtora do filme, o roteiro foi adaptado por Nick Hornby e é autobiográfico, Cheryl Strayed “a jornada de uma mulher em busca do recomeço”. Logo no começo, podemos admirar a bela fotografia, “livre” evidencia bastante a natureza.
Cheryl Strayed nunca teve uma vida fácil, seu pai era alcoólatra, batia em sua mãe(Bobbi), viviam sempre com dificuldades financeiras e ela se virava trabalhando de garçonete e estudando. Apesar disso, sua mãe transbordava amor, fazia tudo que podia para proteger Cheryl e seu irmão, e estava sempre feliz e cantando. Mas embora ela amasse sua mãe, não compreendia e de certa forma desaprovava o seu bom humor, não se conformava com a vida medíocre que levavam e a mãe ainda se punha a sorrir e cantar…
Um belo dia, Cheryl descobre que sua mãe está com câncer e em pouco tempo, Bobbi morre, e é a partir daí que ela se perde, sem saber lidar com a dor que sente, ela começa se drogar, trai seu marido Paul com vários homens e chega ao fundo do poço. Ao mesmo tempo que sente vergonha de suas atitudes e sabe que Bobbi não as aprovaria, Cheryl não consegue parar. Somente quando seu marido pede o divórcio, é que ela cansada de si mesma, resolve dar um basta e sai rumo a trilha da PCT (Pacific Crest Trail), mais de 1770 Km pela costa oeste dos Estados Unidos, sozinha, apenas com um mochilão nas costas, ela parte em uma viagem em busca de si mesma. Ao longo do caminho, vamos acompanhando todas as dificuldades da viagem, seus medos e suas descobertas. Corajosa e determinada Sheryl nunca tinha se quer feito uma trilha, mas segue em frente e passa a ficar conhecida entre os demais trilheiros que encontra no caminho por ser a única mulher fazendo a trilha. Passado quase 4 meses, sozinha, sem nenhuma companhia, Sheryl vai assimilando melhor tudo que aconteceu na sua vida, se redescobrindo como pessoa e percebendo o tipo de vida que quer levar dali para frente, e mais que isso, as vezes precisamos passar por um momento tão difícl e complicado para só assim, compreender a dimensão do amor que sentimos por alguém e o espaço que ele ocupa na nossa vida. O mesmo amor que a empurra para baixo, é o que a salva.
Um filme cheio de beleza, aventuras, revelações e de fácil identificação, afinal quem nunca em algum momento da vida, sentiu vontade de largar tudo e cair no mundo!? E foi com essa sensação que terminei o filme, vontade de viajar pelo mundo ou no mínimo fazer uma trilha bem legal.

“Mas a gente nunca está preparado para aquilo que espera”!

Norman Rockwell

Norman Rockwell foi um pintor e ilustrador, nascido em Nova Iorque em 1894, viveu a maior parte da sua vida em Massachussetts, onde tem um museu que leva seu nome. Ainda bem cedo ele deixou a escola no ensino médio, para estudar na National Academy Museum e School of fine arts.

Rockwell se tornou conhecido por seus trabalhos para a revista Saturday Evening Post, foram 332 capas. Dizem que nenhum outro pintor foi tão impresso e solicitado, queridinho das agências de publicidade. Também contribuiu com seus trabalhos para levantar fundos e ajudar na época da guerra.

Norman Rockwell usava em seus trabalhos temas do dia a dia e que considerava importantes apesar de rotineiros, como reuniões e passeios familiares, crianças brincando com animais de estimação, partidas de futebol, guerra,entre outros. Exímio desenhista, sua pintura é muito expressiva, com cores vivas e traços caricatos das pessoas, muitas vezes tão detalhistas que temos a impressão de estar olhando para uma foto. A maneira como ele transmite sentimentos nas suas pinturas, o torna um artista único.

Porém, o fato de retratar a sociedade americana dessa forma simples, e eu diria até humana, não lhe rendeu boas críticas, acabou tachado de “popularesco” e alguns críticos e artistas se negavam a chamá-lo de pintor, para eles Rockwell era apenas um ilustrador que não agradava e envergonhava intelectuais da arte. Eles classificavam a sua arte de “kitsch”, termo perjorativo usado para desqualificar a arte de alguém.

Isso chateava muito Norman Rockwell , e à mim também, pois acho incríveis os trabalhos dele, é claro que não sou nenhuma estudiosa das artes e nem tão pouco tenho habilidades para isso, mas não dizem que o segredo da arte é você olhar e sentir se gosta ou não!? Pois é, tem coisas que a gente não explica, só sente. Admiro e me impressiono com a forma que Norman Rockwell enxergava o mundo, e se ser “popularesco” é um defeito, pra mim é encantador.

Hoje, sua arte é reconhecida e seu talento indiscutível, tendo influência em várias áreas, em filmes e até nas propagandas da Coca cola, como li em artigos da Internet. Seus livros são caros e difíceis de encontrar, já algumas de suas telas foram vendidas por fortunas, que chegam até 102 milhões como por ex: “Saying Grace”, muitos museus disputam suas obras mas poucos tem condições de comprá-las.

Recebeu a mais alta honraria civil americana, a medalha presidencial da liberdade, por contribuir com sua arte e retratar os Estados Unidos.

Eu espero que quando ele tenha falecido aos 84 anos, essas críticas já não lhe causassem mais desconforto, pois o que vemos hoje, é que fugir dos padrões, muitas vezes, não é tão ruim assim, e que não importa o tema da sua arte, se você tiver talento, vai se sobressair e ainda se mostrar atemporal.

http://www.nrm.org/?lang=pt

O caderno de Noah ou Diário de uma paixão…

Nicholas Sparks não é propriamente o que possamos chamar de um “grande escritor”, mas ele sabe contar boas histórias de amor e plagiando uma amiga minha, “é daqueles livros que a gente lê, quando está com preguiça de pensar” e quer um bom passa tempo.
Eu particularmente prefiro o título “O caderno de Noah”, esse livro fez muito sucesso, vendeu horrores e por muito tempo ficou esgotado, até ser editado novamente com o título “Diário de uma paixão” pela editora Novo Conceito.

“Não sou nada especial, disso estou certo. Sou um homem comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.” Noah Calhoun

Assim começa a história de Noah Calhoun e Allison Nelson, tudo se passa em 1946 na Carolina do Norte. Noah mora na cidade e Allison vai passar férias com a família, os dois se conhecem ainda bem jovens e se apaixonam. Porém, como todo bom romance, as coisas não são tão simples, Noah sempre foi um homem trabalhador, bom caráter, gentil e amoroso, mas isso não bastava a família de Allie, para eles faltava o mais importante, dinheiro e uma boa posição social. Sendo assim, eles desaprovavam a relação dos dois e quando perceberam que a situação estava se intensificando, acabaram com as férias e foram embora levando Allie. Ambos ficaram muito abalados e prometeram que se corresponderiam por cartas, até que pudessem se reencontrar e casar. Mas Allie nunca recebeu as cartas que Noah escreveu durante um ano, pois sua mãe não permitia que essas cartas chegassem até ela, com isso, os dois pensam que um esqueceu o outro e resolvem seguir com a vida.
Allie fica noiva e depois de muitos anos vê uma foto de Noah num jornal, isso mexe muito com ela, pois eles nunca se esqueceram, então ela decide procurar Noah para por um ponto final nessa história, mas acontece justamente o contrário, depois de tudo explicado, ela termina o noivado e escolhe ficar com Noah. Os dois vivem muito felizes, os anos passam, a idade chega, e aí começa a parte mais triste e comovente da história. É simplesmente tocante o tamanho se me permitem assim dizer, do amor que Noah sente por Allie e tudo que ele se propõe a fazer, para ter mais um momento que seja, ao lado da mulher amada e, para quem duvidar que esse homem existiu, o livro foi baseado na história dos sogros de Nicholas Sparks.
Eu vou parando por aqui, para não estragar os momentos mais intensos e emocionantes do livro para quem quiser ler. Chorei, chorei, chorei….
Não há ser humano que não se comova com uma bela história de amor, não é mesmo?!

Caderno de Noah – editora Objetiva  / Diário de uma paixão – editora Novo Conceito

 

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O fabuloso destino de Amélie Poulain

O filme “o fabuloso destino de Amélie Poulain”, é um filme francês de Jean Pierre Jeunet e se você estiver habituado apenas às grandes produções de Hollywood, pode se decepcionar um pouco, mas eu garanto que ele é diferente de tudo que você já viu e vale a pena.

 Amélie Poulain (Audrey Tatou) é uma garota doce e ingênua que passou a vida toda reprimida por seus pais neuróticos. Sendo assim, ela leva uma vida morna e rotineira sem grandes emoções. Quando muda com a família para um bairro de Paris, onde começa trabalhar de garçonete é que sua vida vai se transformando. Certo dia Amélie encontra no banheiro de sua casa nova, um compartimento secreto, onde tem uma caixa, imaginando que essa caixa deva ser de um antigo morador e que ele gostaria de reencontrá-la, ela decide procurar a pessoa.

Seu nome é Dominique (Maurice Benichou), quando Amélie o encontra e lhe entrega a caixa, Dominique fica extremamente feliz e emocionado. Ao ver sua alegria, Amélie começa a enxergar o mundo de uma outra maneira, e vê um novo sentido para sua vida. Através de pequenos gestos como esse, ela vai levando cor à vida de várias pessoas. Mas não é só isso, engraçada, muitas vezes ela também apronta algumas peripécias com quem na sua concepção não é bom. Com isso, Amélie faz amigos e se apaixona por Nino (Mathieu Kassovitz), um rapaz tão estranho quanto ela, mas é claro que tudo vai acontecer de um jeito bem especial.

Acho que a mensagem principal do filme é nos atentarmos que a tão sonhada felicidade está nas pequenas coisas, nos breves mais verdadeiros momentos, que nos trazem tanta alegria e são capazes de nos transformar.

 Um filme para toda a família, daqueles que te deixam com a sensação de que ser bom ainda é a melhor escolha. Se você quer trazer um pouco de doçura para a sua vida, vai lá, Amélie Poulain te espera!

   Quem já assistiu e quiser opinar, à vontade!