A mágica da leitura

Hoje, vamos falar um pouquinho sobre a  leitura, nosso país como todos sabem, ainda caminha vagarosamente nesse sentido e tem a velha história dos livros serem caros. Ta bem, verdade seja dita, para quem vive ou melhor sobrevive com o nosso “rico” salário mínimo, realmente o livro no Brasil é caro. Mas existem lugares com preços mais acessíveis e até bem baratos mesmo, como os “sebos”, lugares onde mais compro meus livros, pois além de pagar menos, é possível encontrar edições raras e esgotadas e hoje ainda temos o site http://www.estantevirtual.com.br/ que reúne sebos do Brasil todo e você pode comprar seus livros mais baratos sem nem sair de casa. E não sejamos preconceituosos, no sebo Alternativa onde trabalho em Pinheiros, já vendi livros para artistas como Lenine, Ana Carolina, Maria Paula, Bruno Garcia, Malu Magalhães, Edgar Scandurra, escritores como Ruy Castro que já autografou livros para mim e um dos maiores empresários do Brasil Rodolfo Galvani Junior, além do meu saudoso amigo economista e jornalista Alberto Tamer, entre outros… Portanto esse conceito de livro velho é ultrapassado. Mas mesmo em livrarias de novos, com uma boa pesquisa, nós ainda conseguimos boas promoções. Também por outro lado, se pararmos para pensar, muitas vezes gastamos dinheiro com coisas bem menos importantes.

Bom , como já disse, trabalho em uma livraria e já vi muitas mães, reclamarem que as escolas pedem “muitos” livros, ou que seus filhos leem muito e elas não dão conta de comprar, mal posso acreditar quando ouço isso, puxa, não era pra ficar feliz? No mundo digital de hoje, ter filhos que adoram ler é uma benção? Enfim, a dura realidade é que isso ainda não faz parte da nossa cultura.

Mas vamos à leitura, o primeiro livro data de 1436, os livros nessa época eram bem diferentes, a letra era irregular, não tinham padrão e nem paginação. Só após 1500, os livros começam a ser impressos com maior qualidade de escrita, papel, ilustração e etc… Os estudiosos dizem que a leitura foi a chave para a liberdade e a modernidade.

Os dados a seguir são da internet, “Os brasileiros leem em média 4,7 livros por ano sendo que apenas1,3 são livros ausentes do currículo escolar, isso mostra que em geral a leitura é uma atividade obrigatória”, o que é muito triste. Ler desenvolve o intelecto, você entra em contato com mundos e pessoas distintas, conhece lugares, aprende sobre costumes de várias culturas, você se torna uma pessoa amplamente mais preparada para a vida, com maior habilidade de raciocínio, julgamento e compreensão do mundo a sua volta, ler abre a mente, faz você viajar e você nunca mais será o mesmo depois de ler um livro. E sim, você se torna uma pessoa mais inteligente.

Outro dado da internet, “notou-se que, entre cinema, esporte e etc, a única atividade substancialmente relevante para a ascensão foi a leitura. Ou seja, quem desde jovem, dedica algum tempo livre a ler pode se tornar um profissional mais bem sucedido.”

Se você não tem o hábito da leitura, bem, acredito que não estará lendo esse blog, mas se estiver acompanhando, rs, pode começar lendo algum livro que contenha um assunto que lhe agrada, com certeza haverá algum e não importa qual seja o livro, ele sempre terá algo a lhe acrescentar, mesmo que seja um Paulo Coelho… Brincadeirinha…

Dentre os maiores benefícios da leitura e os já citados aqui, estão: conhecimento, diminui o stress, é o melhor exercício para o seu cérebro, você se concentra, fala e escreve melhor, aumenta a capacidade de sua memória e discernimento, além de ser muito prazeroso. Então pessoas, com tantos benefícios, vamos lá, que tal começarmos agora!?

macaco

Os olhos de Julia

Olá pessoal! A resenha de hoje é para falar de um filme de suspense que vai te deixar literalmente de olhos bem abertos.

Eu estava dormindo e acordei de madrugada meio sem sono, liguei a tv e não consegui mais desgrudar os olhos da tela, lá estava um dos melhores filmes de suspense que já vi, daqueles que te deixam tenso, sem fôlego e completamente sem sono, “Os olhos de Julia”.

Julia (Belén Rueda) e sua irmã tem um problema congênito de visão que vai fazendo com que aos poucos elas ceguem. Julia recebe a notícia de que sua irmã teria cometido suicídio, mas apesar das provas da polícia ela não acredita que sua irmã tenha se matado e resolve investigar o caso por conta própria, mesmo contra a insistência do marido para que ela aceite os fatos e não mexa mais nisso. Mas Julia sempre tem a sensação de ser observada por um homem que ela não consegue saber quem é, só vê o vulto dele e isso faz com que ela pense que tem algo a mais nessa história. Nesse meio tempo seu marido morre e a causa também é suicídio. Enquanto Julia corre atrás de pistas para saber o que realmente está acontecendo, ela vai perdendo a visão e o filme nos faz emegir no universo de uma pessoa cega, nos dando a certeza de que esse é nosso sentido mais importante. No decorrer de sua busca ela se depara com pessoas estranhas e suspeitas como o enfermeiro destinado a ajudá-la depois que ela faz um transplante de córneas e fica sem enxergar nada, seu vizinho pirado e uma senhora cega, pessoas que não sabemos quais são suas reais intenções. Não faltam surpresas e quando você acha que pegou o fio da meada, eis que surge uma novidade, e no final Julia estava mesmo certa, tinha muito mais por trás da morte da irmã.

O filme é espanhol, os atores são muito bons e o enredo é muito bem desenvolvido por Guillen Morales e Guilherme Del Toro. Um filme de suspense no exato sentido da palavra, valeu a pena minha insônia.

Se você como eu, é amante dos filmes de suspense, não perca tempo, este vai te arrepiar!

A febre dos Best sellers “A Cabana”

A Cabana

Olá Galera! O leitura com pipoca andava meio sumido, devido essa vida maluca e corrida que a gente leva, mas agora estamos de volta e pra ficar, rsrs…

Bem, vamos lá, como esse livro ainda é bem procurado, resolvi falar dele e dar a minha humilde opinião.

Toda vez, que vem a febre de algum best seller, não tem jeito, os amantes de livros ficam no mínimo ansiosos para saber do que se trata, mesmo que um best seller, seja geralmente só um best seller. O livro de William P. Young é mais um desses, a princípio, ele disse que não era para ser um livro, foi só uma história  que ele escreveu  para presentear alguns amigos no natal, e visto por essa ótica teria funcionado bem se tivesse parado por aí. A narrativa é sobre Mack Allen Philips, um homem que perdeu su a filha Missy de seis anos durante um acampamento e nunca mais a encontrou, mas a polícia diz haver sinais de que ela foi assassinada. Então a história  se desenrola toda em cima dessa situação, o pai inconformado com a perda da filha, passa a se questionar a respeito da existência de Deus e do porque ele permitir que esse tipo de coisa aconteça.

Um tanto presunçoso, já que logo no prefácio o autor diz “se você odiar essa história, desculpe, ela não foi escrita para você”, ou seja o leitor tem apenas duas alternativas, ou gosta da história ou aceita que ela não foi escrita pra ele. Tudo bem, na minha opinião o livro é chato, não pelo tema que aborda mas pela forma como é tratado.

Voltando a história, em determinado momento Mack recebe um bilhete, que ele acredita ser de “Deus”para se encontrar com ele numa cabana, onde ele explicaria os mistérios da nossa existência, e é a partir daí que o texto se torna enfadonho e repetitivo, querendo a todo custo nos fazer aceitar uma ideia que sinceramente não convence muito. Sejamos justos, o livro tem mensagens bonitas e positivas, mas se assemelha mais a um livro de auto ajuda, do que aquilo que se propõe.

Confesso que eu li essa obra numa época da minha vida em que eu pensava da seguinte forma, se eu comprei o livro ou mesmo se emprestei, mas me dispus a ler, tenho que ler até o final, pois só assim poderei ter uma opinião consistente a respeito, por isso me obrigava a ler o danado inteirinho, mesmo quando não estava agradando, anos e muitos livros depois, percebi que nem se eu vivesse 200 anos daria conta de ler todos os livros que eu gostaria. Então, ler um livro que não está agradando com tantas leituras incríveis me esperando, é uma grande bobagem. Pra mim um livro tem que ser bom, no inicio, meio e fim, não dá para ler um livro chato, que fica bom nas últimas  dez páginas e nem acredito nisso.

Enfim, o que eu quero dizer, é que hoje, com certeza eu não teria chegado ao fim deste livro, teria desistido logo nas primeiras páginas, mas quem tiver curiosidade, vale tentar, de repente essa história foi escrita para você.

Editora Arqueiro / Tradução de  Alves Calado