Na Natureza selvagem

Baseado no livro do jornalista John Krakauer e em fatos reais, na natureza selvagem, é simplesmente brilhante, sem contar que tem uma linda fotografia e a direção de Sean Penn, de quem sou fã.
Chris Mccandless é um garoto de 22 anos, interpretado por Emile Hirsh (por sinal muito bem no papel), que largou sua vida estável e confortável de classe média alta para cair no mundo rumo ao Alasca. Determinado a provar para o mundo e a si mesmo que poderia viver com o mínimo possível e verdadeiramente de acordo com suas convicções, sem se importar com regras e tabus impostos pela sociedade, ele muda seu nome para Alexander Supertramp e segue viagem.
No caminho encontra muitas pessoas com quem consegue caronas e empregos temporários e a quem acaba influenciando de certa forma e também sendo influenciado.
O ponto X do filme são as reflexões do personagem a respeito da vida e dos relacionamentos humanos, de como ele vai amadurecendo com as experiências vividas, o que nos faz refletir sobre nossas próprias vidas.
Com isso Chris vive intensamente com as conquistas e conseqüências de suas escolhas e o que conclui no final da história é o que torna esse filme incrível, sutil, único e emocionante. É daqueles filmes que você acaba de ver e quer ver de novo. Também não poderia deixar de mencionar a trilha sonora linda, criada e cantada por Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam).
Sem dúvidas, recomendo muito esse filme, porém se tivesse tido alguma idéia do que se tratava a história antes, eu teria lido primeiro o livro, pois se o filme é ótimo, o livro (que ainda vou ler), com certeza é sensacional e bem mais profundo, aliás acho que essa é a palavra que melhor define esse filme “profundo”.

 

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