Entre quatro paredes / B. A. Paris

Li este livro depois de algumas resenhas que assisti em canais do youtube e confesso que há tempos não lia um thriller como esse, que me deixou literalmente sem fôlego, comecei na sexta e terminei na segunda, mas se você estiver com tempo livre, você lê fácil em um dia.

Jack Angel e Grace tem o relacionamento perfeito, eles dividem tudo, até o celular e a conta de e-mail, eles se conheceram e em seis meses, estavam casados. Eles moram numa mansão maravilhosa, Jack é um grande advogado especialista em defesas de violências contra mulheres, lindo, charmoso, gentil e bem sucedido é o sonho de toda mulher e os homens o invejam. Quando promovem jantares em casa, os amigos admiram a cumplicidade deles e também o talento de Grace na cozinha. Ela tem uma irmã, Millie que tem síndrome de Down e como foi rejeitada pelos pais quando nasceu, Grace que a adora, ficou como sua tutora e em breve pretende levá-la para morar com eles, já que devido ao trabalho de Grace antes do casamento, Millie vive em um internato. Porém, tanta perfeição não passa de uma grande farsa, (não é spoiler heim, isso já está escrito na capa do livro). Logo no começo já percebemos o que tem de errado ali e o porque disso acontecer. A história é narrada em primeira pessoa por Grace e os capítulos se alternam entre presente e passado, o que deixa a leitura ainda mais interessante.

A partir do momento em que compreendemos a situação bizarra daquele casal, é que começamos a torcer para uma coisa e outra acontecer e ficamos curiosos para saber como aquela situação aparentemente sem saída vai se desenrolar. É um livro pesado, que nos deixa tensos, mas é muito bem escrito, uma leitura muito prazerosa, difícil querer largar, e o final na minha opinião é sensacional, não deixa nem um pouco a desejar em relação ao resto do livro. Com certeza já entrou para a minha lista de preferidos.

Editora Record

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Joyland / Stephen King

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Olá queridos amigos e leitores, primeiramente quero desejar-lhes um excelente 2018 com muita saúde (em 2017 eu senti na pele o quanto isso é importante),amor e empatia. Vamos a primeira resenha do ano, um pouco atrasada mas acho que é perdoável, levando em consideração que ainda estou em tratamento de radioterapia.

 

Eu já havia lido alguns contos do King, mas esse foi o primeiro livro mesmo que li o autor, inclusive acho um bom livro para quem nunca leu nada dele e tem vontade.

Devo começar dizendo que essa leitura, é uma leitura mais leve, não se trata propriamente de um livro de terror, que desperta o medo do leitor, nada disso. Eu diria que é um livro de suspense, com a agradável escrita do Stephen King, que nos cativa desde o primeiro momento. Sentei com um pouco de pressa para ler algumas páginas e apenas sentir do que se tratava a história e só consegui parar na página 55.

A história se passa na Carolina do Norte na década de 70, mas precisamente em 1973, Devin Jones conta a história 40 anos depois, ele é um universitário extremamente interessante fã de Pink Floyd e Tolkien, depois de terminar um namoro e perder aquela que ele julga ser seu grande amor, ele está pra baixo e resolve aceitar um emprego temporário num parque de diversões, trabalho comum entre os universitários locais. Lá ele se destaca, e faz vários amigos como Tom e Erin com quem passa a maior parte do outono. No parque que está longe de ser uma Disney há uma lenda sobre uma moça chamada Linda Gray, ela foi morta há anos no parque e muitos dizem vê-la no trem fantasma, seu assassino nunca foi pego e a história é cheia de mistérios que Devin e Erin resolveram investigar por conta própria e o que eles vão descobrindo vai dando novos rumos a história. No entanto a vida de Devin começa a mudar mesmo a partir do momento em que ele conhece Annie e seu filho Mike um garoto que tem um dom especial. Não é spoiler ta gente!? Isso está escrito na orelhado livro… O livro tem apenas 240 páginas, é uma leitura fácil, prazerosa e muito bem escrita.

Acredito que a intenção do autor ao escrever este livro, não foi exatamente contar uma história de horror e medo que lhe são características, mas passar uma mensagem sobre os mistérios da vida, sobre amar, sofrer, envelhecer e sobretudo de como devemos aproveitara vida ao máximo, pois ela pode ser muito breve e sob esse ponto de vista em especial é que ele se torna tão agradável.

Indico este livro para quem, como eu já disse quer conhecer o autor, e para quem conhece mas ainda não leu este livro, vale para ver um lado mais leve do autor, mas não menos interessante.

 

Quem já leu diga o que achou aí nos comentários… Bjs e até a próxima!

Editora Suma de letras

 

 

 

Rita Lee uma autobiografia

 

Para fãs de música e da cantora, como eu, este livro é um presente, leitura fácil, agradável e que desenrola com naturalidade, parece mais que sentamos à mesa para um café da tarde com a Rita e ela nos surpeende com suas histórias.

Rita Lee começa seu relato desde a infância, passando pelo casarão onde moravam, o relacionamento com os pais e as irmãs até os dias atuais e não poupa nada nem ninguém, tão pouco a si mesma.

Crescemos com ela, passamos pela deliciosas décadas de 60 e 70, seu ingresso no “show business” e tudo o que rolava dentro e fora dos bastidores, desde de o uso de drogas, sua amizade com Elis Regina, a relação com outros artistas, a conturbada fase do nos Mutantes, Tuti Frutti, a parceria com Roberto de Carvalho e seu amor pelos bichos que se faz presente em todos os momentos.

Em alguns trechos contamos com a ajuda de um fantasminha “Phantom” que acrescenta alguns detalhes as histórias, que a memória falha de Rita, como ela mesma define, acaba deixando de lado.

Já li críticas a respeito do livro, chamando Rita de rancorosa pela forma pouco amistosa que ela fala dos Mutantes reconhecido internacionalmente e dos irmãos Claudio, Sergio e Arnaldo Baptista, este conhecido por muitos por sua “genialidade”.

Eu sinceramente, não consegui enxergar dessa forma, acredito apenas que ela tenha contado um lado dos acontecimentos desconhecido do público. Sabe aquela história, nunca deseje conhecer seu ídolo pessoalmente!? Pode até ser que ainda existam mágoas sim, mas não creio que isso possa afetar de alguma maneira a opinião de quem é fã dos mutantes e do Arnaldo Baptista, acho que a intenção era só dizer, olha, aquelas notícias que você leu nas revistas, nos jornais e em alguns livros por mais que te agradem, não era bem assim… Enfim, desavenças a parte, ela nos conta muitas histórias incríveis sobre os bastidores da música. Em muitos momentos a gente deseja ter vivido naquela época e de certa forma vivemos, porque é essa a sensação que o livro nos causa. Rita nos fala de absolutamente tudo até seu problema com o álcool, são histórias engraçadas, tristes e felizes que nos fazem entender um pouco o porque dela ser considerada a maior roqueira do país.

Bem, minha impressão final do livro, é que Rita nos conta a história de sua vida sem papas na língua, mas de forma consciente e feliz, acho suas conclusões ao final do livro fantásticas, dignas de uma grande mulher e compreendi porque tão rápido ele se tornou um best seller. Eu seria capaz tranquilamente de ouvir suas histórias por mais uns 3 livros, rsrs…

Deixo aqui para vocês um frase do livro que acho genial (isso não é spoiler), é só para ficarem com um gostinho de quero mais.

“Se um belo dia você me encontrar pelo caminho, não me venha cobrar que eu seja o que você imagina que eu deveria continuar sendo. Se o passado me crucifica, o futuro já me dará beijinhos.”

Não se preocupem, esse não é o final, ok!? Leiam, vale a pena!

Bjs e até a próxima…

rita lee 3

 

 

Porque a vida é assim…

 

Olá pessoal!!! Sei que o leitura com pipoca anda meio sumido, e me senti na obrigação de vir aqui dar uma satisfação à todas as pessoas que carinhosamente já curtiram ou seguem esse blog, à todos os e-mails que recebo diariamente informando sobre mais um novo seguidor, ainda são poucos, mas preciosos e sei que com dedicação chegaremos bem mais longe. Enfim,vamos ao que interessa, em janeiro deste ano, numa consulta de rotina com minha ginecologista, descobri um câncer de mama, superado o choque, a ansiedade e o impacto da confirmação do diagnóstico, que desde o primeiro exame em janeiro, fui obter a confirmação em março, agora segue tudo mais tranqüilo.Quer dizer, desde então minha vida tem sido exames e mais exames, consultas, cirurgia e a famosa quimioterapia, por isso a distância do blog. Tudo surreal para quem há anos, não tinha sequer um resfriado. Mas, a vida é assim nos prega peças e muitas vezes nos momentos em que mais fazemos planos, porém como dizem, às vezes é preciso que a vida nos sacuda com muita força para nos darmos conta que o tempo que nos resta, não é para ser mal gasto e bem me disse uma médica que o pior desta doença por tudo que a gente “ouve falar” é receber o diagnóstico dela. Há muita desinformação sobre muitas coisas, por isso resolvi escrever este post também, porque se ele servir para ajudar uma pessoa que seja, já terei atingido meu objetivo. É claro que como disse no começo sofri com o impacto da notícia, chorei muito, ainda sou nova, tenho muita coisa para viver, e saber que você é portadora de uma doença que pode te matar é chocante. Mas sem falso moralismo, tenho aprendido muita coisa, inclusive que ao contrário do que muitas pessoas pensam, o portador de neoplasia maligna (é assim que chamam…), não é nenhum coitado, digno de pena e com prazo de validade, não,é apenas um problema de saúde sério que como tantos outros exige nossa dedicação e força de vontade para ser sanado e acredito que ainda um dia descobrirão que o câncer é um problema muito mais emocional do que qualquer outra coisa.

O tratamento não é fácil, ainda no nosso caso, das mulheres tem todo o lance da estética e da auto estima, a queda dos cabelos e etc… Muitas pessoas te dizem que cabelo é o de menos que depois cresce, realmente cresce mesmo, mas o cabelo para uma mulher nunca é o de menos, se olhar no espelho de cabelo curto e careca tem uma grande diferença, não é legal, não é bom ter que se preocupar em cobrir a cabeça toda vez que vai sair e muitas vezes até preferir ficar em casa. Admiro que tem coragem de assumir a careca e segue em frente… Eu não tive essa coragem… Mas para tudo há uma saída, e com um pouco de informação cheguei a um projeto lindo chamado “amor em mechas” da querida Débora Vivaldi, eles fazem doação de perucas de cabelos humanos para pacientes em quimioterapia e se você ainda tiver cabelos compridos, eles cortam seu cabelo e te fazem uma peruca com seu próprio cabelo. Tudo isso sem custo algum, com o único objetivo de doar amor ao próximo. Fantástico, não é mesmo!? Foi a melhor coisa que eu fiz, ficou perfeito! No entanto, voltando à doença, ela te dá duas alternativas, uma é ficar deprimida e deixar a doença e o tratamento vencer você e a outra é escolher viver, enfrentar essa situação que não é fácil, mas ter a certeza de que passa, tudo passa, e se você encarar como um problema que pode acontecer com qualquer, qualquer pessoa, as coisas se tornam mais leves. Eu, escolhi viver e graças a Deus sou uma pessoa tão abençoada, que só posso agradecer, pois desde que soube da doença,a minha fé nunca me permitiu que me faltasse nada, as coisas mais improváveis sempre me aconteceram das melhores maneiras. Estou cercada das melhores pessoas e cheia de amor. Hoje, faz duas semanas e 4 dias que fiz a primeira sessão de quimioterapia e tirando 2 dias de enjoo mais severo, neste momento parece que não fiz nada, sinto-me absolutamente normal e tenho fé que as demais serão da mesma forma.

Não sei se voltarei a falar aqui a respeito disso, pode ser que sim, pode ser que não, mas eu gostaria que muitas pessoas, especialmente mulheres que recebem o diagnóstico de câncer de mama, soubessem que a nossa vida não acaba nesse momento e dependendo da forma que você escolher encarar, pode até significar um renascimento, você pode se tornar um ser humano melhor e a vida ficar muito mais interessante. Quero ajudar, assim como fui ajudada, por isso, compartilhe este post, reblog, ou se você conhecer alguém que passa por isso, mostre este post à ela (e), fale do site amor em mechas… Vou deixar aqui em baixo o endereço do site.

Gratidão sempre e vida que segue.

 

www.amoremmechas.com

 

papa

 

“Estás doente?”

Lindo! Isso serve para todas as pessoas…

Com que lenço eu vou?

cachoeira-santa-barbara-1024x768Olá pessoal!

Eu li essa mensagem tão linda e inspiradora em um momento de angústia e incerteza, e dessa forma gostaria de compartilhar esse incentivo em forma de belas palavras com vocês!

Acredite que tudo passa, mas preparar o coração para a grande mudança é enssencial, como diz a mensagem…

Um grande beijo…e seguindo sempre confiante!

Estás doente?

E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará – Tiago, 5:15.

Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.

Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.

O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.

A mente é fonte criadora.

Ver o post original 352 mais palavras

Ensaio sobre a cegueira

Resenhar um livro de Saramago é tarefa complexa, pois tudo o que eu disser, parecerá banal diante da dimensão da literatura deste grande autor.
Acho que a frase deste livro que melhor traduz o sentido da história é essa, “ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra”.
Uma inexplicável epidemia de cegueira, a qual chamam de cegueira branca, atinge uma cidade, o primeiro a ser contaminado por assim dizer, é um homem que está dirigindo no trânsito e de repente se depara com uma superfície branca, daí o nome, e pouco a pouco vai se espalhando. Alguns deles se encontram no consultório do Dr. oftalmologista, que também acaba cegando, a única a não cegar é a mulher do médico. O governo achando se tratar de um mal contagioso, começa isolar todos os cegos num sanatório desativado da cidade, onde passam a viver sob condições subumanas, sem comida, sem roupas limpas, água e etc… Nessas condições as pessoas vivem como animais realmente e se relacionam sem quaisquer resquícios de vaidade ou julgamento. Um dia depois de uma grande confusão acontece um incêndio e eles se veem livres dessa prisão. Há um grupo de personagens peculiares que permanecem juntos, porém o mundo lá fora já não é o mesmo.
Não quero dar spoiler, então o que posso dizer à vocês é que o “ensaio sobre a cegueira”, abrange vários assuntos mas tem como tema central o egoísmo e a superficialidade com a qual vivemos no mundo contemporâneo, é como se diante disso, não merecessemos enxergar, para que a visão, se somos capazes de enxergar apenas nossos próprios interesses!?
“Cegueira é também a insensibilidade e a indiferença diante do infortúnio do outro”.
Não poderia deixar de mencionar esse trecho descrevendo o companheirismo e a alegria fortuita dos animais e que é tão lindo… “Tem, porém, a palavra comida poderes mágicos, mormente quando o apetite aperta, até o cão das lágrimas, que não conhece a linguagem, se pôs a abanar o rabo, o instintivo movimento fê-lo recordar-se que ainda não tinha feito aquilo a que estão obrigados os cães molhados, sacudirem-se com violência, respingando quanto estiver ao redor, neles é fácil, trazem a pele como se fosse um casaco. Água benta da mais eficaz, descida diretamente do céu, os salpicos ajudaram as pedras a transformarem-se em pessoas”.
Ao contrário de muitos livros, esta história não termina com um grande final que esclarece todos os acontecimentos, as respostas estão o tempo todo dentro da própria história e se você não for acometido pela cegueira branca, vai conseguir enxergar.

Obs: Trailer do filme, mas o livro é sempre melhor…

A viagem

O filme é bem antiguinho, mas como acredito que bons filmes e livros não tem idade, aqui está um que vale muito a pena. A viagem traz a história de duas grandes amigas, Alice Marano (Claire Danes) e Darlene Davis (Kate Beckinsale), Alice sempre foi a mais maluquinha enquanto Darlene já era mais recatada, gosto muito dessas duas atrizes e acho que funcionaram tão bem juntas que tenho dificuldade de imaginar outras atrizes nesses papéis, mas voltando ao filme, ambas moram em Ohio e decidem fazer uma viagem ao Havaí, mas por acharem o lugar muito romântico, trocaram pela Tailândia, pois pretendiam comemorar a conclusão do colegial e porque em breve se separariam pela primeira vez por conta da faculdade. Essa seria a viagem dos sonhos, jovens, bonitas, felizes, cheias de planos, tudo o que queriam era se divertir e ter momentos para se lembrarem para sempre. Chegando em Bangkok, ficam em um hotel bem simples, cheio de baratas e como o calor é muito intenso, tentam se passar por hóspedes de um hotel de luxo para poderem usar a piscina, no entanto quando iam ser pegas em flagrante por um funcionário, eis que surge Nick Parks (Daniel Lapaine), que as tira da enrascada e se torna amigo delas, agora tinham mais um companheiro de viagem. Alice acaba se interessando por ele, porém ele se envolve com Darlene. Um belo dia, Nick convida as duas para passarem um final de semana em Hong Kong e diz que não precisariam se preocupar com despesas adicionais, pois ele trocou sua passagem de primeira classe por três na classe econômica. Quando estão prestes a embarcar, elas são presas no aeroporto e na mala de Alice tem cocaína. Sem entender nada, elas são detidas como traficantes. Sem conhecer nada nem ninguém naquele lugar, conseguem um advogado oriental que não confia nelas e elas acabam pegando trinta e três anos de cadeia. Um passeio que era apenas para ser uma comemoração por uma nova fase da vida que se iniciava, se tornou o pior pesadelo de suas vidas. A partir daí muitas coisas irão acontecer e muitas dúvidas também são lançadas aos telespectadores. Um bom enredo do início ao fim, com passagens divertidas, chocantes, emocionantes e um “grand finale”. Muitos dirão que esse já é um enredo batido e conhecido do telespectador, à mim me cativou completamente, cabe à você decidir!

Infelizmente não consegui nenhum trailer dublado ou legendado!